Catherine Frot, Marguerite, filmes franceses, estreia, cinema

Marguerite | Crítica

Existir ou insistir?

A baronesa Marguerite Dumont passa de quatro a cinco horas por dia cantando. Para ela, a música é tudo – além do marido, a quem ama irrefreavelmente, mas que perdeu faz tempo o encanto por ela. Nos círculos que frequenta, Marguerite adora, sempre que possível, fazer uma grande apresentação de ópera para os amigos.

A voz de Marguerite, porém, é insuportável aos ouvidos. Mas ela não sabe. Seu talento como soprano, então, é nulo. Mas ela não sabe. Suas apresentações resultam, enfim, em risadas vindas de todos os lados. Mas ela não sabe.

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Não saber e, mais do que isso, não querer ver é o mote do excelente Marguerite, drama cômico do diretor Xavier Giannoli (o mesmo de Quando Estou Amando, com Cécile De France). Também entra em pauta a diferença entre viver e somente observar a vida passar; existir de fato ou apenas insistir.

Ambientado nos anos 20, o filme transporta o espectador com engenhosidade à época e tem uma ajuda infinita de sua estrela. No papel da pior soprano de todos os tempos, Catherine Frot demonstra, com cuidado e maestria, a dor de uma mulher que almejava algo aparentemente inalcançável a ela: ser notada por uma única pessoa – mesmo que, para isso, fosse preciso ser ridicularizada por milhares.

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Catherine Frot, Marguerite, filmes franceses, estreia, cinema Ficha Técnica

Título Original: Marguerite
Ano de produção: 2015
Direção: Xavier Giannoli
Elenco: Catherine Frot, André Marcon e Michael Fau
Gênero: Drama/Comédia/Biografia
Duração: 129 minutos
Distribuidora: Mares Filmes

 

 

 

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Angelo Capontes Jr. escreve críticas cinematográficas há cinco anos. Formado em Jornalismo, começou a carreira em jornais impressos e sites de entretenimento. Atualmente, é editor e crítico de cinema do filmesfranceses.com.br.