Jovem e Bela | Crítica

Vazio sem fim

Isabelle (Marine Vacth) é jovem e bonita. Em um verão na praia, ela decide perder a virgindade. O escolhido é um rapaz alemão que se encanta por seu jeito enigmático, mas de quem ela nem gosta. Quando completa seus 17 anos, a garota transa com ele; em uma espécie de transe, ela nem sequer se sente presente durante a ocasião.

O verão termina, e Jovem e Bela, este drama dirigido por François Ozon, traz uma decisão sem volta de Isabelle: a de se prostituir – durante as tardes, depois do colégio. Os homens chegam a pagar até 500 euros por uma hora com ela.

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A família de Isabelle, entretanto, vive bem, e ela mal se lembra do dinheiro que ganha – somente o guarda e pronto. Prazer durante o trabalho também não há: o olhar distante durante o ato sexual deixa isso bem claro. Por que então Isabelle escolhe se prostituir?

O roteiro perceptivo do próprio diretor responde a essa questão de maneira menos elucidativa do que o comum – e justamente por isso mais inteligente. A resposta? Porque sim. Alguns vazios, segundo Ozon, são tão infindáveis que não podem ser preenchidos. Nem mesmo explicados.

ASSISTA AO TRAILER

 

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Título Original: Jeune et jolie 
Ano de produção: 2013
Direção: François Ozon
Elenco: Marine Vacth, Frédéric Pierrot e Charlotte Rampling
Gênero: Drama
Duração: 95 minutos
Distribuidora: Paramount

 

 

 

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Angelo Capontes Jr. escreve críticas cinematográficas há cinco anos. Formado em Jornalismo, começou a carreira em jornais impressos e sites de entretenimento. Atualmente, é editor e crítico de cinema do filmesfranceses.com.br.